Não se aguenta.

Ana28 Outubro, 2016 at 12:14

A quantidade de actividades dadas aos professores é insana- aulas de 90 m, apoios a seguir, direcção de turma, mais aulas, mais apoios, mais outras actividades no meio e mais aulas, reuniões, actas, encaminhamento de alunos, levantamento de processos disciplinares, tudo num rodopio esquizofrénico a que se acrescenta a pressão para os “projectos” para inspecção ver e mostrar-se em altura própria, com o presidente da junta (perdão) o presidente da Câmara e mais a comitiva serem convidados.

Em termos de metodologias e de didáctica, volta-se ao passado (que não foi aferido), perspectiva-se um futuro em que muito poucos já acreditam e esquece-se o presente.

Junte-se a isto os cortes no vencimento, o congelamento das carreiras, a inenarrável avaliação de desempenho da também inenarrável ministra ML Rodrigues, as horas de redução de idade a serem camufladas como componente lectiva, e temos que hoje, um professor trabalha muito mais por menor salário.

Numa profissão em que se tem de estar a 100%, as forças vão faltando e o desgaste é rápido e com consequências físicas e intelectuais.

Quem mais está metido neste imbróglio? Pois, os alunos. Que pressentem que os seus professores estão estafados e tristes.

O PS nunca alterará nada.

Vai pondo camadas em cima e alterando ligeiramente o rumo – depois da meritocracia, do rigor e da proposta de implosão de Nuno Crato, o actual ME adoça as coisas com pedagogias diferenciadas, corte nos currículos, flexibilidades a rodos, apoios a rodos, afectos e bjs.

As “fundações” em que tudo isto assenta ficam inamovíveis (com os 30 alunos por turma, por exemplo), ou, como dizia o outro, muda-se a merd@ mas as moscas são as mesmas (ou será o contrário….)

Cá para mim, estava na altura de os professores levantarem a cabeça, deixarem de genuflectir, deixarem medos e avançarem para uma atitude de maior cidadania.

Não é isso que ensinam aos seus alunos- a importância da cidadania?

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Uma resposta a Não se aguenta.

  1. Mónica diz:

    Concordo inteiramente com o que foi escrito. Ah! Não esquecer o acompanhamento e a vigilância dos almoços, recreio e, por fim, das 18h00 às 18h30 a saída da escola. Enfim… No final do 1º período os professores já estão exaustos! Mónica

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