Comecei 15 dias com o 2♡C, estou lá agora 5 horas semanais em apoio

A parte mais gratificante da vida de um professor  é recuperar alunos que não aprenderam a ler no 1º ano, ou ficaram retidos no 2º ano, pelo mesmo motivo. Graças à excelente gestão da turma da professora titular, numa turma com dois anos de escolaridade, mas vários níveis, 4 desses alunos poderão agora usar o livro de 2º ano de português.apoio-e1463347873330

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Codocência ou coadjuvação

Finalmente que se reconhece a ausência de Expressão Motora no 1º ciclo, apesar de obrigatória.

A importância da atividade física no 1º ciclo é central para um sistema educativo que se pretende transversal na formação e desenvolvimento das crianças. É preciso ajudar os professores do 1º ciclo que têm dificuldades por natural falta de formação e as escolas em apostar na atividade física como propulsora do sucesso educativo. Se a aposta for a codocência só posso aplaudir, pois tal como no Inglês, existem disciplinas que pela sua especificidade devem ser dadas por especialistas.

Comentário: Em codocência no melhor dos cenários o professor titular vai dar apoio a uma turma vizinha.  No pior a hora letiva transita para o fim da tarde. Portanto a coadjuvação é  melhor do ponto de vista do 1ºciclo.

Comentário de Ana Rodrigues: Eu fico burra com esta coisa do “ajudar os professores do 1 ciclo” e dos “especialistas”…
Assuma-se então já, JÁ, a pluridocência no 1 ciclo e que venham os horários de 1100 minutos.
Eu estou habilitada para a expressão físico motora que dou aos meus alunos há 29 anos. Se de repente deixei de estar, tb exijo que o meu horário seja igual ao dos outros ciclos. Ou vai ser como no inglês curricular em que o titular espera uma hora e de seguida volta à turma para continuar o que o inglês veio interromper?
Com tanta ajuda, um dia destes estamos na escola das 9 às 19!

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Opinião de Ana Rodrigues

Primeiro vieram as AECs, ali pelos idos de 2005… De um dia para o outro e sem nada ser discutido ou preparado, as escolas do 1 ciclo viram-se a braços com um novo regime de funcionamento, com a introdução no espaço escolar de umas actividades que visavam entreter os meninos e aliviar as famílias dessa tarefa hercúlea, que é terem de lidar com os filhos e os seus horários escolares. Era a resposta social da escola às famílias, bradavam todos com entusiasmo.

10388089_832852873419268_4213830406109876393_nAs AECs logo se revelaram um logro e uma pesada herança para escolas, alunos e professores que viram os seus horários sobrecarregados, as suas vivências atropeladas e a sua rotina devassada… Mas ninguém se preocupou com a avaliação do assunto.
Passaram muitas fases, desde aquela em que os professores do 1º ciclo supervisionavam as actividades, da outra em que paravam as suas aulas para entrarem as AECs, da outra ainda em que lhes exigiam que avaliassem as atividades, até à actual em que têm diariamente que dirimir com pais, alunos e auxiliares, os litígios das actividades do dia anterior.

Veio depois o dia, há dois pares de anos, em que a tutela percebeu que se usasse de astúcia poderia manter os meninos do 1º ciclo ocupados, poupando dinheiro. Vai daí acabou com um turno de AECs e aumentou o horário aos professores do 1 ciclo em meia hora diária. Correu-lhes bem a manha, de modo que, dois anos depois, nova epifânia:
Passar o inglês a atividade curricular e pagar menos duas horas de atividades semanais. Desta vez correu ainda melhor, de uma só cajadada agradaram a pais e aos muitos professores de inglês sem trabalho que assim viram aumentar as suas hipóteses de um horário. Este ano a coisa alargou ao 4 ano e, em vez de duas horas menos de AECs semanais, passaram a quatro por cada duas turmas de 3º e 4º anos.
E o desemprego docente vai sendo mascarado. E os monitores das AECs vão andando entretidos pensando que são professores. E os lobbies mais díspares, vão percebendo que no 1º ciclo tudo cabe e tudo se arranja, aproveitando por isso a oportunidade para abocanharem o seu quinhão. É assim que agora “alguém” se lembra que os pobres meninos do 1º ciclo, um dia inteiro entregues aos incapazes dos professores do 1º ciclo, precisam de atividade física, essa disciplina que os tais incapazes jamais conseguiriam leccionar de forma cabal… Portanto para o ano, com o aplauso geral, os alunos do 1º ciclo terão finalmente a tão desejada e merecida educação física, imaginando eu que, uma vez mais, os professores do 1º ciclo esperarão pacientemente que alguém “credenciado” entre pelo seu horário e trabalhe com a sua turma, para depois retomarem a sua actividade lectiva, quem sabe até às 18 ou 19 horas… Finalmente, talvez a escola vire abrigo em vez de resposta social às famílias e vivamos todos felizes para sempre… O pior é que os professores do 1º ciclo não são o burro do espanhol, um dia vão cair para o lado.
Ninguém aguenta tanta desfeita indefinidamente, vejam lá a vossa vida.

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Opinião – Pedro Santos

Pedro Santos partilhou a tua publicação.

Os professores titulares têm formação para expressão e educação físico-motora. Se bem que possa parecer o mesmo para alguns, educação física é diferente. E mesmo se o dito programa de expressões tenha modalidades e elementos muito específicos, não é qualquer um que os pode lecionar. Dou o exemplo dos elementos gimnicos: enrolamentos e aparelhos, não basta umas horas de formação para lecionar; situação de jogo e conceitos de movimentação também não. Etc, etc.
Dar educação física por pessoas não habilitadas é pior que não dar. Dar expressões é outra coisa, e concordo que como está agora, está bem.
Lanço aqui a questão: porquê esta especialização precoce? As crianças devem crescer dentro da expressão físico-motora, passar para o desenvolvimento geral da educação física no 2º ciclo e iniciar uma especialização no 3º ciclo e secundário.
Deixem as crianças ser crianças e os professores ser professores, cada um no seu tempo.

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clic na imagem para ver o video TVI (1h02 até 1h05)

 

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A ser verdade é mais uma imposição sem consulta aos titulares de turma

Coadjuvação em Educação Física no 1º Ciclo

Parece ser esta a solução a encontrar para que todos os alunos do 1º ciclo passem de facto a ter esta disciplina curricular no seu horário. E se a coadjuvação vier a acontecer como norma (já acontece em algumas escolas), a actividade extracurricular física e motora poderá desaparecer como desapareceu o Inglês não curricular no 3º e 4º ano.

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Turmas mais pequenas

Tiago Rodrigo Brandão promete reduzir progressivamente os alunos por turma! Música de politico?

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Mas só se o orçamento permitir!

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Aposentação justa, só a especial para a monodocência

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O meu único crime é ficar até aos 66 anos

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Uma prenda de Natal

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Professores precários passam ao quadro!

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Com o 2¤B pela manhã

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Apesar de devagarinho vou chegar às 170000 visualizações

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Não desistirei nunca mesmo em tempos difíceis!

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Duopólio, Leya -Porto Editora

Porto editora e Leya bloqueiam acordo sobre reutilizacao Reutilizar os manuais escolares

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No ComRegras

Mudanças curriculares: ministério excluiu sociedades científicas

(Clara Viana – Público)

“Alertamos desde já para o perigo que representa conduzir uma reestruturação de conteúdos curriculares, mesmo de natureza restrita como esta, sem o apoio firme em bases científicas muito sólidas, que as associações de professores não estão vocacionadas para fornecer”, afirmam na carta ao ministro.

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Cogumelos de Monchique

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Escolas com mais professores contratados

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O tempo é importante

Um professor de apoio que está 3/4 horas semanais com um aluno, difere muito de uma hora semanal que seguramente não dá para um trabalho consistente.

O número de professores de apoio, neste ano letivo tem permitido já a meio de novembro constatar que, alguns alunos evoluíram graça ao aumento de horas de acompanhamento direto

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Já no que diz respeito à Educação Especial, a carga burocrática e as poucas horas letivas por aluno, deixam muito a desejar!

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Leonard Cohen: não há cura para o amor

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É um bico de obra! Vai haver greve?

 

Mudar o Orçamento do Estado (OE) para 2017, que já foi aprovado na generalidade, de modo a garantir verbas para a entrada no quadro de mais contratados, e descongelar as carreiras dos docentes. Estas são algumas das propostas de uma petição lançada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) que, segundo anunciou nesta quarta-feira, já foi subscrita por mais de 12 mil docentes.

A petição será entregue no Parlamento nesta sexta-feira. Em comunicado, a Fenprof esclarece que não só nenhuma das 10 propostas que apresentou foi acolhida no OE para 2017, aprovado por todas as bancadas da esquerda, como este prevê ainda “um corte de 281 milhões de euros em recursos humanos”, situação que pretende ver esclarecida.

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Municipalização

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prova-de-bala

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Senhor Ministro ouça também os professores

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, também teve um herói. “A minha geração sabe o que quero dizer quando falo no efeito MacGyver”, afirmou o investigador, esta tarde, na Web Summit. Esse efeito, disse Brandão Rodrigues, passava por “encontrar soluções para os problemas”. Era isso que MacGyver fazia. E é isso que os empreendedores precisam de continuar a fazer para mudar o mundo, porque o movimento empreendedor “não é novo – está é a espalhar-se na Europa”, apontou o ministro, sublinhando que “o mundo foi e continua a ser feito por fazedores”. Tiago Brandão Rodrigues falou das suas funções, dizendo que, sendo Ministro, tem “a oportunidade de pensar em como podemos modelar o nosso sistema de educação [português] e introduzir esta ideia do movimento de fazedores [ou empreendedores]” na Educação. E deixou algumas dicas sobre o que considera importante fazer para que tal aconteça, como “personalizar a educação” – porque “a aprendizagem é algo de muito pessoal” – e “flexibilizar o currículo” escolar dos alunos. “Há uma grande discussão neste momento [em Portugal] sobre como podemos melhorar e tornar o currículo [dos alunos] mais flexível – e também sobre se isso é ou não apropriado”, apontou. O ministério, diz, tem trabalhado sobre o assunto. Foi por isso que Tiago Brandão Rodrigues esteve, na sexta-feira passada, “num evento com estudantes que se chamava A voz dos alunos”.

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