As pontes constroem-se com boa fé das margens

Texto do colega Gonçalo Gongalves

“Uma associação ou uma ilha

Antes de entrar no tema do título vou só reafirmar o que já escrevi aqui e completar com mais algumas ideias.

Antes do governo de Sócrates, a educação no 1º ciclo não era perfeita. Mas, é importante pensar no presente e estabelecer um conjunto de necessidades para o 1º ciclo, em vez de olhar para o umbigo e “exigir” a reversão de despachos e decretos de lei! Não faz sentido.

Para mim, é fundamental:
– Diminuição de alunos por turma;
– Horário letivo de 22 horas, sem existir horas de estabelecimento (quero descansar no intervalo);
– Reforma antecipada para os professores do 1º ciclo com mais de 35 anos de carreira e que iniciaram funções antes 1990;
– Criação de mecanismo que permita aos docentes do 1º ciclo usufruírem de menos 2 horas de componente letiva aos 40 anos, tal como nos outros ciclos (mais tarde explicarei este mecanismo);
– Adequação dos currículos às necessidades e à faixa etária dos alunos;
– Reorganização da gestão dos estabelecimento de ensino, permitindo maior expressão dos docentes do 1º ciclo na gestão, conselho pedagógico e conselho geral.

A adaptação de documentos que são criados sempre que existe alterações no “sistema” é um trabalho complexo e que é transversal a todos os ciclos.
Considero que o ministério de educação sempre que cria alterações no “sistema” deveria ser responsável pela criação de documentos modelo, adaptados por ciclo e susceptíveis de adequar às necessidades dos agrupamentos.

Existem muitas outras coisas, mas é necessário definir prioridades.

Quanto à associação, é fundamental refletir sobre a tomada de posição de alguns elementos do grupo e a forma como hostilizam os sindicatos, algumas associações e também o ministério de educação, criando bodes expiatórios. Isto revela a inércia de quem omite a sua expressão democrática nos momentos adequados.
Se os sindicatos “não nos ouvem”, o governo “não nos respeita” e as outras associações “não fazem caso”, a culpa também é nossa… Talvez porque não nos soubemos expressar da melhor forma.
Transformar possíveis aliados de luta em inimigos é uma estratégia arrogante que nos pode deixar a falar sozinhos, comprometendo o reconhecimento pelas entidades de relevo no panorama da educação em Portugal.
Esta associação é uma oportunidade para os professores do 1º ciclo e educadores se expressarem. Mas, é necessária haver alguma moderação e racionalização do pensamento crítico, caso contrário passaremos a ser mais uma ilha no meio de tantas que já existem na Educação em Portugal.

Não podemos perder esta oportunidade, é preciso criar pontes para alcançar vitórias.”

comentário:  1. Os elementos do grupo assumem pessoalmente as opiniões expressas nas redes sociais.

2. A futura associação não pode ter ainda um caderno de encargos(embora o texto tenha um bom contributo), corpos sociais, posições oficiais porque simplesmente ainda não existe.

3. Discordo da tentativa de nos auto culpabilizar, quando as vitimas somos nós.

4. “Isto revela a inércia de quem omite a sua expressão democrática nos momentos adequados.” Não consigo perceber! (talvez fosse desadequados)

5. Os documentos que os professores criam de novo por culpa da alteração no “sistema” revela uma classe esclarecida e independente de modelos únicos.

6. O ministério da educação não é um aliado, pela forma discriminatória como nos tem tratado e deixou de merecer o benefício da dúvida. “O preconceito impera na 5 de outubro.”

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