Chegou a hora da solidariedade

As inúmeras razões que nos leva a estar de costas voltadas, prendem-se com alguns dos fatores externos e internos à nossa profissão:

A nossa classe é muito heterogénea socialmente.

As avaliações do tempo da ministra Maria de Lurdes. Modelo de gestão e agrupamento.

A manutenção dos escalões de vencimento, há demasiados anos, que criam um sentimento de injustiça, entre diferentes gerações. Com a agravante de muitas vezes os mais vulneráveis  estarem longe da sua habitação habitual.

A professores experientes e motivados na casa dos 60 anos, segue-se a fase de professores contrariados e forçados a normas absurdas, vindas do exterior. Sugere-se que fiquem na retaguarda, a dar apoio ou a fazer substituições.

O trabalho mentalmente desafiante que o indivíduo pode realizar com sucesso é satisfatório. As exigências físicas de gerir uma turma em monodocência, numa faixa etária acima dos 60 anos, torna o trabalho demasiado cansativo e gera descontentamento e insucesso.

Todos estes fatores contribuem para o grupo mais numeroso de professores os mono-docentes, com maior números de alunos a seu cargo, estarem sem uma verdadeira representação, e irem sendo associados a diversas instituições, (sindicatos, pró-ordem dos professores, associações de outros grupos) sem depois as suas legitimas pretensões serem ouvidas, com o devido relevo pela tutela. 

Tenho em  conversas particulares afirmado, que não me move a pretensão de liderar um grupo, no qual há muita gente com enorme capacidade, mas por motivos que todos conhecemos, (a maioria em cargos de direção ou funções similares, outros saíram  da monodocência e não querem voltar) não avançam.

Os que sobram do primeiro conjunto, com a divisão de opiniões e filiações, e conflitualidade latente no seio do grupo, salvo honrosas exceções também não avançam.

“Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo”

mesmo barco

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Uma resposta a Chegou a hora da solidariedade

  1. Miguel diz:

    Estamos de costas voltadas porque infelizmente a ideia de categoria profissional e habilitações ainda se mantém na cabeça de muita gente…professor do secundário ou do terceiro ciclo é superior ao professor do primeiro ciclo, embora se vejam por exemplo muitos professores mestrados no primeiro ciclo enquanto outros de níveis de ensino diferentes ficaram pela licenciatura. Basta passar por um órgão de gestão escolar para ver isso. Além disso, a nossa profissão é composta por indivíduos pouco solidários. Costuma -se dizer que as mulheres são pouco solidárias umas com as outras…São elas que compõem maioritariamente o nosso grupo profissional (vou ser acusado de machista).
    Deixei de frequentar plenários sindicais porque o único assunto que ainda fomentava união era – vencimento. O resto não interessa. Passados 15 anos voltei a uma reunião e….nada mudou…aliás fico perplexo com o desinteresse, o desconhecimento de muitos professores sobre assuntos pertinentes. O primeiro ciclo dificilmente terá a colaboração dos outros colegas.

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