ASSIM SE ATACA A DIGNIDADE PROFISSIONAL DOS PROFESSORES DO 1.º CICLO

«No dia 9 de junho, a Secretária de Estado Adjunta e da Educação e o Secretário-Geral da FNE assinaram a ata de conclusão das negociações relativas aos despachos da mobilidade por doença e de organização do ano letivo.» Isto é, a FNE voltou a colocar a sua assinatura num documento de vital importância que, se dúvidas houvesse, confirma o fim de uma carreira docente única, justa e dignificante.

«Uma vez mais, os docentes do 1.º Ciclo saem fortemente penalizados. As principais organizações sindicais sancionaram que uns, em troca do mesmo salário, trabalhem mais 1 600 min letivos/mês que os pares. Mais: com o regresso às 35 horas, os professores do 1.º Ciclo terão – e que isto tenha passado sem o claro e veemente repúdio acentua a suspeição em torno da ação dos grandes sindicatos em matérias versando o 1.º Ciclo – terão uma componente não letiva inferior à dos seus pares. Resumindo: trabalharão mais e terão menos tempo para preparar as suas aulas. Sem pruridos, estamos perante uma vil e grave exploração de um grupo concreto de professores, à custa de quem se tem feito (e se continuará a fazer) a realidade da “escola a tempo inteiro”.
Esfumado o conceito da “carreira única”, com a mais vergonhosa e desonrosa falta de solidariedade dos colegas de níveis de ensino subsequentes, a segunda grande prioridade da FNE é – pasme-se! – «preparação do despacho de organização do ano letivo de 2017/2018, tendo a FNE insistido na necessidade de se integrar a análise das possibilidades de alteração e reforço das condições de exercício do cargo de diretor de turma».
Na penúltima (!) posição do caderno reivindicativo da FNE lá aparece «revisão das matrizes curriculares do ensino básico, garantindo o direito dos professores de 1º ciclo a verem considerado como componente letiva o tempo de intervalo».
Falta vergonha. Na penúltima posição é que aparece o 1.º Ciclo?!! De novo, sem perdão.
Descontada a patranha de relacionar a reintrodução do intervalo na componente letiva com a revisão da matriz curricular – sem data marcada porque importa acenar com ela como quem acena com um caramelo ao esfomeado – a FNE “esqueceu-se” de colocar no cardápio dos novos processos negociais a questão da (desigual) carga letiva: 1 500 min para o 1.º ciclo e 1 100 min a partir do 2.º Ciclo.
Mas não se trata de um esquecimento. Nada com esta gente é inocente. É importante continuar a servir, em caso de necessidade, os professores do 1.º Ciclo em sacrifício à mais pequena e primária dificuldade negocial. É o que têm feito e é o que continuarão a fazer. Não duvidem.
A FNE, como a FENPROF, há muito que deixaram para trás os docentes do pré-escolar e do 1.º Ciclo. E nem sequer se coibem – como se vê por este comunicado da FNE – de o disfarçar ou esconder. É tudo às claras…»

Escrito por: “Quem se preocupa com os professores do 1º ciclo”

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2 respostas a ASSIM SE ATACA A DIGNIDADE PROFISSIONAL DOS PROFESSORES DO 1.º CICLO

  1. Bazofias diz:

    Sinceramente na FNE nunca acreditei. A Fenprof ainda me enganou durante bastantes anos (34) mas agora basta vão trabalhar nem mais um tostão de cotas.

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  2. coeh diz:

    Já somos dois. Já expressei a sua opinião em vários locais.

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