Injustiças

Uma dirigente Sindical, no Jornal do Algarve, sobre os professores do 1º ciclo
«Estes docentes possuem uma cultura de escola tão enraizada que, muitas vezes, não usufruem dos seus direitos. Se as reuniões sindicais ultrapassarem o tempo estipulado para o intervalo, os docentes sentem que devem retomar as suas aulas, quando a escola pode e deve providenciar soluções para os discentes.

Evitam faltar, mesmo quando estão doentes, pois os seus alunos terão de ser distribuídos por outras salas. Receber 4 ou 5 alunos de outra turma, torna-se incomportável, quer a nível físico, quer a nível pedagógico. O sentido de responsabilidade impele-os a reunir as suas forças e ir dar aulas, pois no dia seguinte já estarão melhores e, assim, não sobrecarregam os outros professores.»

Este discurso parece a descrição de uma tribo indígena descoberta pela elite sindical, cujo líder, talvez já nem se lembre era parte dela. Até há pouco tempo saíram aposentados, com idade inferior a 60 anos, alguns com meia dúzia de anos e menos de monodocência. Agora ninguém sai independentemente de ter sido sempre professor do 1º ciclo, com turma. Senhores sindicalistas, poucos conseguirão chegar aos 66 anos a trabalhar no duro com alunos. A corrida aos cargos com dispensa parcial da componente letiva vai ser dura, a luta por uma turma melhor vai ser renhida.  Os docente do 1º ciclo devem unir-se,   reinventando uma forma estar diferente da que está no texto, na qual não me revejo.

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