Educação na Finlândia muda de dez em dez anos

A notícia do Expresso sublinha que a Finlândia é “um país sem exames nem inspecção, em que as mudanças só acontecem de 10 em 10 anos, em que todos participam na discussão e em que a expressão-chave é a confiança nos professores”. Nem por acaso, um dos editores do blogue “ComRegras” (muito dinâmico nestes primeiros 15 meses), o Alexandre Henriques, informa que o seu trabalho de investigação sobre a indisciplina escolar atingiu o momento mais mediático da história do blogue.

E é isto.

Por cá é a indisciplina escolar, a desconfiança enraizada, a inabilidade na educação, a sociedade ausente, a escola a tempo inteiro, a discussão à volta de mais ou menos prova para “disciplinar” crianças, as “aulas inovadoras” como quem inventou a roda e a “apatia” na participação democrática. O que levamos de milénio (onde até ministros se acharam providenciais e plenipotenciários) instituiu o modismo taylorista, exportado pelos EUA para o Japão no inicio do século passado: um pensa e muitos executam; por cá acrescentaram-se os programas informáticos (software) de empresas comerciais (outsourcing), em “parceria” com programas de avaliação externa anteriores à sociedade da informação e do conhecimento, a dirigir os modelos organizacionais. E depois queremos mais mobilização e menos “saturação, exaustão e fuga” (burnout) dos profissionais.

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