Pela imprensa

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Digo isto de bate-chapas para talhante

Sobre ontem, em Belém, mentem-nos assim: “Ou traz o aval de 80 por cento dos portugueses (PSD, CDS, PS), ou nada!” Não é verdade, o Presidente exigiu coisa nenhuma a Passos. As notícias são–nos traduzidas por maus profissionais de comunicação que tentam formatar-nos especialistas à pressa. Desde a crise, tomam-nos por economistas e, em dias pós–eleitorais, mascaram-nos de constitucionalistas. Ora nós somos pedreiros, engenheiros eletrotécnicos e professoras – era bom que pensássemos a coisa política com a nossa experiência de vida. O que se passou, ontem: Cavaco e Passos combinaram pressionar Costa. Uns dias. Claro, eles preferem que o outro apanhe o comboio em andamento, mas têm pouca esperança. Por isso, só esperam que o outro cumpra o que disse no domingo – que Costa viabilize o governo, impondo aqui e ali conversas. E vai ser isso que vai acontecer. Passos e Portas vão governar, como os portugueses lhes deram direito, com algumas negociações obrigatórias. A política da vida é isso. Por isso, Passos já aceitou Marcelo, em vez do preferido Rio, é a vida. Como vencedores que foram, Passos e Portas vão ter mais facilidades. A Costa saiu-lhe a fava. O político da mais meritória obra feita, Lisboa, cercou-se de medíocres antigos e novos, e a campanha foi muito má. E em janeiro espera-o outra derrota. Ele vai ser obrigado, nos próximos meses, a fazer política, política e política. Ou redime-se (e pode) ou sai pela esquerda baixa.

sapo24.blogs.sapo.pt/o-pais-do-tenham-mas-e-vergonha-devia

Sobre os resultados. Todos ganharam, já se sabe.

Até o PS, ganhando poucochinho, lá conseguiu ganhar alguma coisa (face a 2011) e, com alguma felicidade, pode vir a descobrir que lhe saiu um brinde em vez de uma fava.

O PSD/CDS, que queria uma maioria clara, ganhou, porque, afinal de contas, sempre teve a maioria mais inesperada da História de Portugal nos últimos 40 anos.

O Bloco de Esquerda ganhou 260 mil votos e a subida a terceira força eleitoral, mesmo que isso não chegue para evitar a repetição de um Governo PSD/CDS.

O PCP ou CDU ganhou porque ganha sempre, o PAN ganhou um deputado e mesmo os partidos mais pequenos, que tinham ambições de eleger deputados e não o conseguiram, ganharam votos e o financiamento de 2,84 euros por cada eleitor que lhes depositou confiança.

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