Professor [im]perfeito

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… a entrevista [aqui]. de uma pessoa que ocupa um cargo. ministro da educação e da ciência. não foi uma entrevista. foi uma fabulosa lição sobre o medo. há três princípios fundamentais sobre a instauração do medo. o triunfo. a comiseração. a vã-glória. e todos, estiveram presentes em meia hora de tempo de antena. do triunfo resta a palavra: concluído. é simples. está feito. conseguido. e isto mostra força. pode ser bacoca. mas é uma força. a força de um aparelho que se julga sistema que esmaga o indivíduo. joga com um “uns contra os outros”. conseguindo. e eu pensava em todos. enquanto ouvia. os que foram fazer a prova com esse medo. mas ao mesmo tempo com o sonho de serem, um dia professores, do qual não abdicaram mesmo sabendo que esta prova era injusta. naqueles que desistiram em desobediência. porque é a única coisa a fazer de nobre perante algo que se julga de injustiça maior. aqueles que vigiaram. mandados. sob a pena, também eles, do medo. ou do cumprimento do dever que lhes foi instado a cumprir. e naqueles que agitavam as águas aguardando pelo fim da coisa. lutando por ele. todos perderam porque todos estavam contra todos. e com isso permitiram o triunfo oco mas dito: está concluído este processo. e o medo instala-se. quando se ouve ou lê: quem não fez está fora dos concursos. e o medo ganha a forma de um sistema. está feito. e depois vem a comiseração. a lástima. o sorriso que esconde o que se sabe e em breve será usado. a piedade. é para o bem comum. por um lado. é pena que assim seja mas vão ver que tenho razão. daquele lado. como se a razão fosse só uma. o sorriso que escondia os “resultados” já trabalhados sobre a outra prova já feita. a comiseração pela autodestruição das forças já conseguida por elas próprias. muito ouvi: a prova é fácil. até um miúdo de quinze anos a fazia. faça a prova e seja professor. e coisas que tais. quando o trunfo dos resultados for usado a razão será chamada a um dos lados. e não importará para a equação o peso do momento e da forma em que foi feita. será dito: tenham medo. estão a ver. era disto que estávamos a falar. e o medo, esse ronda agora quem dizia tudo em voz alta. é e uma estratégia conhecida. vem nos manuais políticos sobre a coisa. e foi fabulosamente levada a cargo. fabulosa de fábula, se ainda não leram dessa forma. porque depois vem o remate final. o medo ganha forma na vã-glória. é assim que lhe vemos o corpo e a forma. fiz isto tudo. mudei tudo, melhorei tudo. cumpri. e quando se pergunta o que falta fazer… não se fala das pessoas. fala-se do dinheiro que não havia para fazer escolas mais bonitas. melhores. das estruturas. a vitória está feita e por isso aos vencidos resta o medo. o medo instalado de que alguém se torna invencível. nem a brilhante ironia de quem entrevistava permitia destruir esta construção fruto de um maquiavelismo fabuloso. mas resta nisto tudo uma esperança. é que estes princípios de construção de um império da palavra e construção do medo tem os “pés de barro”. e há nisto tudo muitos calcanhares de aquiles. basta um páris encontrar o caminho que é tão claro como a estratégia. e sem demagogias sindicais ou brandos pensamentos estratégicos de igual mediocridade e o medo cairá. e quando cair o medo, haverá novamente, uma escola, uma ideia e um futuro. agora não. agora há isto. infelizmente.

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